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Alunas de RI aprovadas em programas de mestrado na Europa


20 Mai 2019 • Alunas de RI aprovadas em programas de mestrado na Europa

Estudar fora é um caminho procurado cada vez mais pelos estudantes brasileiros. Apesar dos cursos de idioma ainda serem os mais requisitados, especializações e programas de pós-graduação em universidades estrangeiras vêm ganhando destaque entre os tipos de intercâmbios almejados pelos estudantes recém-formados ou prestes a concluir a graduação. Na Faculdade Damas, as alunas Natália Monteiro e Veronica Aragão, ambas de Relações Internacionais, foram aprovadas em programas de Mestrado em universidades europeias e estão na expectativa de embarcar para o Velho Continente para começar essa nova etapa da vida acadêmica.

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Natália foi aprovada para o curso de mestrado em Administração Intercultural na Universidade de Borgonha, sediada na cidade de Dijon, na França. Já Veronica se candidatou para uma vaga no mestrado em Sociologia: Exclusões e Políticas Sociais, na  Universidade Beira Interior, localizada na cidade de Covilhã, em Portugal.

Muito mais que o desejo de estudar fora, foi preciso investir nesse sonho, tanto que, ainda durante a graduação, as duas alunas já pesquisavam sobre os cursos de pós-graduação no exterior. No quarto período, Natália começou a frequentar feiras de universidades internacionais e considerar as melhores possibilidades.

“Logo soube que eu deveria focar na preparação para exames de idiomas, no caso do inglês, o IELTS Academics. Comecei a me preparar para a prova em março de 2018, e em junho realizei o exame. Com o certificado do IELTS, comecei a buscar universidades compatíveis com o meu perfil”, conta a aluna.

A França foi o destino escolhido por Natália, que já tinha uma identificação com o país desde a infância. Todo processo de candidatura foi realizado pela Campus France Brasil, braço educacional do governo francês responsável por receber os dossiês dos estudantes estrangeiros com intenção de estudar em universidades francesas. Durante o processo de candidatura, além de todas as documentações oficiais, Natália destaca que também incluiu cartas de recomendação de professores e antigos empregadores. “Foi um modo de a tornar minha candidatura mais atrativa”, revela.

Após escolher os cursos de seu interesse, Natália acabou pré-selecionada e posteriormente aprovada no mestrado em Administração Intercultural. “O curso é completamente em inglês, mas como é multidisciplinar e focado em idiomas, terei a oportunidade de aperfeiçoar meu francês e aprender novos idiomas, como japonês e dinamarquês, por exemplo. Acredito que sou a única brasileira da turma, e poder trazer um pouco da nossa realidade nesse contexto multicultural é muito bacana”, explica a estudante.

Veronica foi por um caminho diferente. Já graduada em Letras e pós-graduada em Diplomacia e Negócios Internacionais, pela Faculdade Damas, ela realizou um intercâmbio, durante o curso de Relações Internacionais, para a Universidade de Lisboa. O tempo no exterior foi precioso para que começasse a pesquisar e considerar as melhores possibilidades de voltar a Portugal, desta vez para um curso de pós-graduação.

“A partir do intercâmbio eu senti a possibilidade de cursar o mestrado e, a partir de então,  comecei a pesquisar nas universidades o que mais me interessava”, explica Veronica. Ela acabou optando pelo mestrado em em Sociologia: Exclusões e Políticas Sociais. O campo de estudo, inclusive, tem relação com o tema abordado por ela na monografia do curso de pós-graduação na Faculdade Damas, com pesquisa focada na exclusão social.

E a Faculdade Damas foi parte importante neste percurso. “A Faculdade Damas é muito bem conceituada na Universidade de Lisboa. Isso eu pude constatar durante o intercâmbio.

Fora isso, o histórico curricular do curso e a minha nota na pós graduação também contribuíram. Eu também pontuei com a publicação de um texto na revista da Faculdade, texto este que foi resultado de um exercício solicitado pela professora Jeanete Viegas”, conta.

O processo de candidatura para a universidade portuguesa foi todo virtual. Veronica explica que, em caso de classificação, o candidato realiza a pré-matrícula e são solicitadas as cópias autenticadas dos documentos apresentados na candidatura, além da carteira de vacinação. Outra dica é utilizar o modelo de currículo geralmente exigido pelas instituições de ensino superior. No caso dela, o modelo utilizado foi o do Europass.

Ela conta também que outros aspectos as universidades valorizam, além do desempenho acadêmico. “Você tem que ter bagagem cultural para poder alcançar a classificação. Além da grade curricular da graduação, trabalhos voluntários, participação em organizações sociais também são levados em conta”, observa.

“Meu conselho é buscar informações com no mínimo um ano de antecedência, pois o processo de seleção e os trâmites demoram mais ou menos esse período. Estudar inglês é fundamental! Com a prova do IELTS, por exemplo, pode-se estudar praticamente no mundo inteiro. E o principal é não desistir, sonhar grande!”, exalta Natália.

“A formação acadêmica é muito importante mas não pode limitar-se apenas às atividades dentro da  faculdade. Cursos externos, participação em congressos, em atividades sociais, esportivas, tudo isso é importante para a pontuação na hora da candidatura e para abrir seus horizontes como pessoa, tornando a vida fora do seu reduto mais gratificante”, ressalta Veronica.

As duas alunas de Relações Internacionais viajam para a Europa no segundo semestre deste ano.


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