Audiência aos membros da LUMSA em seu 70º aniversário
CIDADE DO VATICANO (ZENIT.org).
Desde sempre, em particular na situação atual, caracterizada pela emergência educativa e pelas repercussões da crise econômica, a universidade deve proporcionar não somente conteúdos e saberes, mas também “valores e motivações profundos”. Assim afirmou hoje Bento XVI, ao receber em audiência os professores e estudantes da Libera Università Maria Santissima Assunta (LUMSA), por ocasião do 70º aniversário de sua fundação.
A LUMSA nasceu em 1939, por iniciativa da serva de Deus Madre Luigia Tincani, fundadora da União Santa Catarina de Sena das Missionárias da Escola, e do cardeal Giuseppe Pizzardo, então prefeito da Congregação dos Seminários e das Universidades de Estudos.
Com o objetivo de “promover uma adequada formação universitária para as religiosas destinadas ao ensino nas escolas católicas”, esta instituição “iniciou sua atividade no clima do compromisso educativo do mundo católico suscitado pela encíclica de Pio XI, Divini illius Magistri”, recordou o Papa.
O Papa reconheceu que hoje esta instituição, com quase 9 mil estudantes, “representa uma referência importante no campo educativo”.
Emergência educativa
Em seu discurso, Bento XVI explicou que o contexto atual se caracteriza por “uma preocupante emergência educativa”, na qual assume maior relevância “o dever daqueles que estão chamados ao ensino”.
“Trata-se, antes de mais nada, do papel dos professores universitários, mas também do próprio iter formativo dos estudantes que se preparam para levar a cabo a profissão de professores nos diversos campos e graus da escola, ou também de profissionais nos diferentes âmbitos da sociedade.”
Para o pontífice, é “cada vez mais urgente a necessidade de recorrer aos valores fundamentais que é preciso transmitir, como patrimônio indispensável, às futuras gerações e, portanto, de perguntar-se sobre quais são esses valores”.
Desafios éticos
Assim, prosseguiu o Papa, “às universidades católicas foi confiado um papel relevante, na fidelidade à sua identidade específica e no esforço de prestar um serviço qualificado na Igreja e na sociedade”.
Na complexa realidade social e cultural, explicou, “a universidade católica está chamada a atuar com a inspiração cristã dos indivíduos e da comunidade universitária como tal¬¬ com a incessante reflexão sapiencial, iluminada pela fé, e a pesquisa científica¬¬ com a fidelidade à mensagem cristã tal como está apresentada pela Igreja¬¬ com o compromisso institucional ao serviço do povo de Deus e da família humana, em seu caminho rumo à meta última”.
“Hoje, como no passado, a universidade precisa de verdadeiros professores, que transmitam, junto a conteúdos e saberes científicos, um rigoroso método de investigação e valores e motivações profundos.”
Na sociedade atual, “fragmentada e relativista”, o Papa instou os presentes a manterem “o coração e a mente sempre abertos à verdade”.
“Dedicai-vos a adquirir, de modo profundo, os conhecimentos que contribuem para a formação integral da vossa personalidade, a afinar a capacidade de busca da verdade e do bem durante toda a vida, a preparar-vos profissionalmente para serdes construtores de uma sociedade mais justa e solidária”, concluiu.
Fonte: www.zenit.org