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Relações Internacionais – Imigração Japonesa comemora mais um ano no Brasil

 

A imigração japonesa no Brasil teve início em 18 de junho de 1908, quando o navio japonês Kasato Maru desembarcou no porto de Santos com 165 famílias a bordo. Nesse momento, os engenhos brasileiros necessitavam de mão-de-obra para o cultivo do café que era o produto mais importante, o chamado ouro verde. Como o Japão enfrentava problemas por conta do sistema feudal em declínio e o processo de mecanização do campo, o que desencadeou a alta no desemprego que foi o estopim para que os japoneses viessem procurar um trabalho por aqui. Na época foi firmado um acordo entre os líderes das duas nações, que facilitou a entrada desses estrangeiros. Depois da primeira guerra mundial, o fluxo imigratório aumentou, pois, o Japão passava por uma densidade populacional em razão ao grande número de habitantes. Portanto, foram dispersos principalmente para as Américas.

De acordo com o Dr. Pedro Soares, Professor do curso de Relações Internacionais da Faculdade Damas, é importante lembrarmos desta data, porque os Japoneses/Nikkeis trabalharam duro para conseguirem criar a própria comunidade para terem um centro de apoio de ajuda, para um dia terem a estabilidade de viver no país de origem.

“Mesmo não alcançando esse sonho, a determinação de ‘não poder voltar ao seu País’ levou ao maior desenvolvimento da comunidade japonesa pois, após a guerra, os Nikkeis conquistaram a confiança da sociedade brasileira, trazendo a cultura, virtudes e valores japoneses sendo uma ponte importante entre os dois países que se espalha dentro do Brasil e dá a oportunidade de se interessar pelo Japão.”, explicou o Doutor.

Essa mistura Brasil/Japão é algo bem comum na vida de Mizuki Osera, Estudante de Relações Internacionais da Faculdade Damas. Ela tem 29 anos, mas 24 foram vividos no País Asiático, ela nasceu no Recife, mas, com 8 meses foi morar no Japão, lá ela foi educada na cultura e formas nipônicas.

“Fui para o Japão ainda bebê, com 18 anos fui trabalhar na capital, Tóquio, mas morando em Kanagawa, cidade próxima, tive que voltar ao Brasil, pois a família da minha mãe é daqui e meu pai continuou lá, trabalhando. Acho que conheço mais o Japão que o Brasil, minha nacionalidade é brasileira, mas a identidade é japonesa. ”, contou a estudante.

A relação entre os dois países é tão importante que em 2008 foi inaugurado um monumento na Praça Nilo Coelho, bairro do Cabanga, na Zona Sul do Recife, para celebrar o centenário da marcante imigração japonesa. Na ocasião estavam presentes o Cônsul-geral do Japão, Toshio Watanabe e o então prefeito da Cidade do Recife, João Paulo.